Senado discute custo de energia solar e eólica

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Com ampliação da tecnologia nacional, incentivos fiscais e investimentos, o Brasil pode baratear tarifas e aumentar a produção e o uso de energias renováveis não hidráulicas. É o que afirmam representantes de organizações que incentivam o uso de energia solar e eólica no país. Eles participaram de audiência pública promovida pela Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC).

A utilização de fontes alternativas de energia elétrica no combate à emissão de gases do efeito estufa é compromisso assumido pelo Brasil na 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, a COP 21, durante a qual, foi assinado o Acordo de Paris, que vigorará a partir de 2020.

No campo energético, uma das metas brasileiras é fazer com que as energias renováveis alcancem 45% de participação na matriz energética em 2030, a partir da expansão do uso das fontes alternativas.

Desafios
Reduzir custos de tarifas para o consumidor e aumentar a eficiência energética tendo como fonte a luz solar e o vento são desafios apontados pelos debatedores. Eles afirmaram que para alcançar tais benefícios seriam necessários mais financiamentos, investimentos em tecnologia nacional, e diminuição da carga tributária.

O vice-presidente da comissão, senador senador Cristovam Buarque (PPS-DF), concorda. O parlamentar é autor do projeto que determina o uso obrigatório de recursos em pesquisa e desenvolvimento por empresas do setor elétrico em fontes alternativas (PLS 696/2015).

Entre as sugestões apresentadas para baratear custos, estão a liberação de linhas de crédito para consumo de energia solar, principalmente por pessoas físicas, a liberação do FGTS para aquisição de sistemas fotovoltaicos, e a expansão de linhas de transmissão de energia eólica.