sábado, Maio 25, 2019
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TCU vê risco financeiro em 74% das distribuidoras de energia

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Das 31 maiores distribuidoras de energia do país, responsáveis por 96% do faturamento do setor, 23 estão com risco elevado de insustentabilidade financeira.

Endividadas, elas não cumprem programas de investimento, pioram a qualidade do serviço e oneram usuários por ineficiência.

Porém essas empresas distribuíram R$ 3,4 bilhões em lucros e dividendos em 2014, mesmo as com prejuízo ou dívidas incompatíveis com o seu funcionamento.

O quadro do sistema de distribuição de energia do país foi detalhado em relatório de uma auditoria, pedida pelo ministro José Múcio, do TCU (Tribunal de Contas da União).

Com dados de 2014, técnicos avaliaram a saúde financeira das principais companhias que entregam energia no lar dos consumidores. Considerando índices que mostram a saúde financeira das companhias, eles apontam que 74% delas não estão enquadradas em critérios de sustentabilidade definidos pela própria Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Sem caixa e com dívidas elevadas, a consequência é que as empresas não estão comprando máquinas e fazendo obras necessárias para que se garanta o fornecimento de energia de maneira adequada no futuro.

O relatório aponta forte correlação entre a queda dos investimentos e a mudança na lei do setor, feita em 2012, que tentou reduzir o preço da conta de luz. Além de não atingir seu objetivo, a alteração causou desequilíbrio à estatal Eletrobras, a principal investidora até então.