Tecnologia no setor elétrico deve ser fortalecida, diz Ventura

37
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

“O cenário é positivo, mas precisamos investir em desenvolvimento tecnológico, treinamento, integração com países vizinhos e incentivar a diversificação das fontes de energia”, destacou o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético de Minas e Energia, Altino Ventura Filho, na abertura do 23º Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (SNPTEE), em Foz do Iguaçu.

O evento começou neste domingo (18/10) e prossegue até quarta-feira (21/10), com o objetivo de promover o intercâmbio de informações técnicas e gerenciais no setor de produção e transmissão de energia elétrica.

Na abertura do evento, o secretário relembrou os principais episódios que contribuíram para história energética mundial, discursou sobre planejamento e apresentou as atuais políticas energéticas para o setor.

Segundo o secretário, a melhor maneira de refletir sobre o setor é olhar as matrizes de oferta. “Não se muda uma matriz de uma hora para a outra. Chegamos hoje a uma matriz energética favorável em vários aspectos sustentáveis, com planejamento. Enquanto o mundo tem poucos recursos limpos e renováveis, o Brasil tem bastante a explorar nessa área”.

Altino Ventura Filho falou ainda sobre planejamento e políticas energéticas, atuação das agências reguladoras, expansão do sistema elétrico, financiamento do programa de expansão, operação do sistema elétrico, comercialização de energia. “Itens nos quais estamos indo bem”, afirmou.

Panorama

A Oferta de Energia Elétrica no Brasil, é uma das mais limpas do planeta. Do total da capacidade instalada, de 135 mil megawatts, apenas 26 mil correspondem à energia produzida por usinas de termeletricidade. Isto corresponde a menos de 20% do total, e parte crescente desse volume é da energia renovável da biomassa.  Desde 2008,  essa fonte passou de 4.193 MW  para 12.415 MW em 2015, um aumento de 196%, principalmente com uso de bagaço de cana.

A hidroeletricidade, energia limpa e renovável, corresponde a 66% da matriz elétrica brasileira. E outras fontes limpas, como a eólica, estão em franco crescimento. Só para comparar, em 2008 a geração eólica era de apenas 247 MW. Em 2015, saltou para 5.833 MW, um crescimento de 2.261%.