quinta-feira, Maio 23, 2019
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Tractebel faz aquisição para entrar no mercado de geração solar de pequeno porte

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A Tractebel Energia anunciou nesta terça-feira a aquisição de 50% do capital social da Brasil Energia Solar, em um movimento que marca a entrada da companhia no mercado brasileiro de geração de energia solar em instalações de pequeno porte, com placas fotovoltaicas em residências ou edifícios comerciais.

A empresa integra o Grupo Araxá, um dos líderes no mercado brasileiro de geração solar distribuída. O investimento na companhia, que passará a se chamar Engie Solar, pode chegar a até R$ 24,3 milhões, segundo informação da Tractebel, controlada pelo grupo francês Engie.

“Vemos como inevitável a expansão desse segmento, muita gente quer ter sua própria energia, seja pelo ambiente, ou por razões puramente econômicas. É uma oportunidade estratégica de entrar, pretendemos ser um player importante como somos na geração solar centralizada”, afirmou à Reuters o presidente da Tractebel, Manoel Zaroni.

A Araxá tem sede em Florianópolis e um escritório no Rio de Janeiro, e a ideia da Tractebel é expandir essa atuação, com foco inicialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, por questões de logística e demanda.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que no ano passado ampliou incentivos regulatórios para consumidores que investem em pequenas instalações de geração de energia, acredita que ao menos 1 milhão de unidades consumidoras adotarão essa tecnologia até 2024, o que representaria 4,5 GW em potência instalada.

“Isso ainda está muito incipiente no Brasil, há em torno de mil projetos hoje. Comparado com Alemanha, China, isso não é nada, e somos um país tropical, que tem muito sol, principalmente no Nordeste. É inevitável crescer, e a gente não quer ficar de fora, queremos ser pioneiros”, afirmou Zaroni.

Em novembro passado, a Tractebel fez o primeiro investimento em energia solar no Brasil, ao comercializar antecipadamente em leilão do governo federal a produção de uma usina de 30 MW a ser construída no Rio Grande do Norte.

O investimento estimado nessa usina, com geração prevista a partir de novembro de 2018, é de R$ 220 milhões.

Segundo Zaroni, a companhia possui mais projetos já prontos para avançar no segmento solar ao longo dos próximos anos, incluindo usinas que aproveitariam o terreno de parques eólicos da Tractebel na Bahia. “Assim já aproveitamos a infraestrutura”, disse.