Valor de mercado e falta de incentivo barram crescimento de veículos elétricos no Brasil

65

Com todo potencial para produção de energia limpa e renovável o Brasil ainda precisa de um empurrão no quesito sustentabilidade. Apesar das inúmeras obras – concluídas, em andamento e planejadas – de parques e usinas de energia renovável, o país ainda fica atrás quando o assunto é mobilidade sustentável.

Apesar dos benefícios dos carros híbridos e elétricos para o meio ambiente, o seu valor de mercado, freia as vendas e faz o bolso dos brasileiros pesar na hora de decidir por um novo veículo.

Os mais de 20 modelos desses veículos vendidos no país não saem por menos de R$ 120 mil, sendo que poderiam custar menos que a metade do preço se aplicada uma política de impostos competitiva.

De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram emplacados desde 2006 apenas 2,5 mil carros verdes dentro de uma frota total que gira hoje em torno dos 50 milhões de automóveis.
Apesar de o mercado de veículos elétricos andar a passos curtos, a Anfavea acredita que circulem de 30 mil a 40 mil veículos verdes no Brasil em 2020, apenas 0,08% da frota nacional.

Além da conscientização ambientes, a entidade acredita que a única forma de mudar o cenário é por meio de incentivo do Estado, com isenção de impostos e benefícios aos potenciais compradores.

Mercado internacional

No mundo, Estados Unidos e Japão, são exemplos de incentivo ao mercado de elétricos, e se revezem entre na liderança de vendas. No Japão, por exemplo, existem mais postos de recarga para carros elétricos (40 mil) puros e híbridos plug-in do que postos de combustível (35 mil).

A China já entrou na briga com o objetivo de diminuir o nível de poluição do país. Já na Europa foram criadas políticas de incentivo que incluem aporte financeiro para compradores de carros verdes, forçam a importação de tecnologias para as fábricas para desenvolver a indústria internamente e dão benefícios no dia a dia do proprietário.