domingo, junho 16, 2019
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Welcome Energia 2019 discute a agenda do setor energético brasileiro

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Evento aconteceu ontem, no Centro de Convenções da Abimaq, em São Paulo

Abrindo o calendário de discussões sobre o setor energético brasileiro, Welcome Energia 2019 aconteceu ontem, 25 de março, no Centro de Convenções da Abimaq, em São Paulo. Evento discutiu as principais perspectivas políticas, econômicas e tecnológicas do setor, a partir da análise de algumas das maiores autoridades públicas da área, além de executivos de grandes companhias energéticas do país.

“Numa iniciativa pioneira, o Grupo Mídia e a Revista Full Energy realizaram este evento, que reuniu profissionais de grande relevância para discutirem os desafios do Brasil no setor energético e as melhores estratégias para construirmos, juntos, o futuro do nosso setor”, destaca Edmilson Jr. Caparelli, CEO do Grupo Mídia. “Foi oportunidade de discutirmos a agenda do setor energético brasileiro para 2019 e para os próximos anos, com a contribuição de autoridades e executivos de diferentes áreas e com a participação de um público bastante diversificado”, acrescenta.

PERSPECTIVAS
No primeiro painel do Welcome Energia, que teve como tema “As Perspectivas Políticas e Econômicas do Setor Energético Brasileiro”, participaram do debate Décio Oddone, diretor-geral da ANP; José Mauro Coelho, diretor de Estudos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE; Reive Barros, Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia; Rodrigo Coelho, chefe do gabinete adjunto do Diretor-Geral da Aneel; e Jorge Francisco da Silva Junior, secretário executivo de Gestão e Eficiência Energética do Comando de Operações Navais da Marinha do Brasil.

Sob a moderação de Carlos Otavio de Vasconcellos Quintella, diretor-executivo da FGV Energia, o primeiro painel teve uma discussão bastante ampla e acalorada. Na mesa, José Mauro Coelho destacou que Welcome Energia é um evento que já nasce importante no cenário energético brasileiro, uma vez que debate questões políticas e econômicas do setor. “Um segmento importante para o país, no qual deveremos ter, neste ano, leilões de blocos exploratórios de petróleo, leilões relacionados ao setor elétrico, tanto para expansão de geração quanto para transmissão, além de leilão de excedente da cessão onerosa, no caso do petróleo.”

Ele lembra ainda que o Brasil e o mundo estão num momento de transição energética. “Diante deste contexto, esse evento é fantástico porque temos a oportunidade de debater todos os assuntos que envolvem o setor energético do Brasil.”

Para Rodrigo Coelho, da Aneel, o Welcome Energia foi um evento excelente. “Poder contribuir com a discussão e ouvir outras autoridades foi muito bom. O setor energético precisa conversar mais, e transmitir essa segurança regulatória, e mostrar que o setor tem tudo para dar certo e levar o país para frente.”

Em sua fala no painel, Rodrigo Coelho apresentou a perspectiva positiva da Aneel quanto ao setor elétrico brasileiro, no qual sempre contribui ativamente. “Temos grandes desafios do setor elétrico, como abertura do mercado livre, inserção de fontes renováveis, aprimoramento do setor elétrico, e geração distribuída, que foi um dos grandes assuntos debatidos no Welcome Energia.”

TECNOLOGIA
Já no segundo painel do evento, cujo tema foi “Do Homem das Cavernas à Era Digital: Qual futuro se pode projetar para o setor energético brasileiro?”, os debatedores focaram nas transformações tecnológicas do setor e as inovações disruptivas que estão em curso.
Moderado por Alberto Machado Neto, diretor-executivo da Abimaq, o painel contou com a participação de Adalberto Maluf, diretor de Marketing da BYD; Marcelo Couto, diretor de Energias Renováveis da Raízen; Andrew Frank Storfer, CEO da América Energia; Guilherme Mattos, diretor de Energia Distribuída da Siemens Brasil; e João Salgueiro, gerente sênior de Relações Institucionais da Schneider Electric para América do Sul.

Segundo Alberto Machado Neto, várias questões devem ser discutidas ao se analisar as perspectivas tecnológicas do setor energético brasileiro, considerando pilares como a geração e o uso da energia. “Além do fato de que termos novas tecnologias em desenvolvimento, inclusive a partir de fontes disruptivas, independente disso temos a necessidade de desenvolver processos mais estruturados e reduzir o desperdício.”
Ao analisar o setor energético brasileiro, ele enxerga um cenário promissor, mas tudo depende, segundo ele, de ajustes que o governo está tentando realizar neste primeiro momento. “Temos uma equipe competente, com experiências diferentes, mas que foi montada talvez faltando a coordenação de um plano de governo mais detalhado. É como se tivessem fazendo os ajustes já com o avião tendo decolado.” A perspectiva é que o Brasil, de fato, decole alto e sem oscilações.

Confira as fotos do Welcome Energia 2019 no flickr.