Petrobras amplia exportações com venda à Saudi Aramco

Estatal brasileira forneceu 40 mil toneladas de coque verde para a companhia saudita, que utilizará o produto em refinaria na China.

A Petrobras anunciou a primeira venda de coque verde para a Saudi Aramco. Ao todo, a estatal brasileira forneceu 40 mil toneladas do derivado de petróleo, que será utilizado em uma refinaria da empresa na China.

Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a negociação ocorre em um contexto de ampliação da demanda internacional por petróleo e derivados brasileiros.

Venda de coque verde amplia mercados internacionais

A Petrobras tem recebido solicitações de novos volumes de petróleo e derivados por parte de clientes já consolidados e também de países que ainda não mantinham relações comerciais com a companhia.

Além disso, Chambriard afirmou que a Ásia segue como principal destino das exportações brasileiras do setor. Nesse sentido, a China continua ocupando posição de destaque entre os compradores da estatal.

“Diversos países estão nos procurando, buscando mais volume de petróleo. Quem já comprava do Brasil pediu mais. Quem ainda não comprou pediu”, afirmou durante evento realizado no Rio de Janeiro.

China lidera demanda por petróleo brasileiro

Atualmente, a China representa o principal mercado para o petróleo exportado pela Petrobras. Contudo, segundo a companhia, outros países asiáticos também ampliaram o interesse pelos produtos brasileiros.

Entre eles estão Coreia do Sul, Índia e Japão, que buscaram aumentar suas compras após mudanças nas condições do mercado internacional. O cenário foi influenciado pelos impactos da guerra envolvendo o Irã, que alterou fluxos comerciais e aumentou a busca por fornecedores alternativos.

Petrobras reforça presença global

A primeira venda de coque verde para a Saudi Aramco reforça a estratégia da Petrobras de ampliar sua atuação em mercados internacionais.

Ainda, o negócio evidencia a diversificação dos destinos para derivados produzidos no Brasil. Dessa forma, a estatal fortalece sua presença em uma região que concentra parte significativa da demanda global por energia.

Por fim, a companhia avalia que o aumento do interesse internacional por petróleo e derivados brasileiros pode abrir novas oportunidades comerciais nos próximos meses.

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