Ministério de Minas e Energia destaca papel dos biocombustíveis na segurança energética brasileira diante da alta volatilidade do mercado internacional de petróleo.
A ampliação do uso de biocombustíveis na matriz energética brasileira ajudou a reduzir os impactos da recente crise internacional do petróleo no país. A avaliação foi apresentada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) durante audiência pública realizada na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.
Segundo o diretor do Departamento de Combustíveis Derivados de Petróleo do MME, Edie Andreeto Junior, a participação das fontes renováveis contribuiu para aumentar a resiliência energética do Brasil diante das oscilações do mercado global.
O debate ocorreu em meio ao agravamento dos conflitos no Oriente Médio, cenário que elevou a volatilidade internacional do petróleo desde março e pressionou os preços dos combustíveis derivados.
Atualmente, o Brasil ainda depende da importação de parte relevante dos combustíveis consumidos no país. Por isso, o fortalecimento de fontes renováveis ganhou ainda mais relevância nas discussões sobre segurança energética e estabilidade do abastecimento.
Biometano ganha espaço nas discussões energéticas
Para a Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABiogás), o atual cenário reforça a necessidade de ampliar soluções energéticas nacionais e renováveis.
Setor defende políticas estruturantes
Além do avanço tecnológico, representantes do setor defendem políticas públicas voltadas à expansão gradual do mercado de biocombustíveis no Brasil.
Segundo a ABiogás, medidas estruturantes podem criar condições para ampliar a participação do biometano na matriz energética nacional e fortalecer a competitividade do segmento.
O setor também avalia que a diversificação das fontes energéticas se tornou mais estratégica diante das instabilidades geopolíticas e da pressão sobre o petróleo.
Nos últimos anos, o avanço da transição energética ampliou a busca por soluções renováveis capazes de reduzir emissões e fortalecer a segurança energética.
Dessa forma, o Brasil aparece em posição diferenciada devido à presença consolidada dos biocombustíveis em sua matriz energética.















