Projeto EletroBIM já modelou 51 ativos e prevê integração de 269 subestações até 2029, com uso de GeoBIM e gêmeos digitais.
A AXIA Energia avança na digitalização de subestações de transmissão com o projeto EletroBIM, iniciado em outubro de 2024.
Segundo a companhia, a iniciativa já modelou 51 ativos com tecnologia BIM e Digital Twin. Ao todo, a área digitalizada soma cerca de 5,7 milhões de metros quadrados.
Com investimento previsto de R$ 78 milhões, o projeto deve alcançar 269 subestações até o fim de 2029. Além disso, a empresa pretende integrar 80 empreendimentos ao fluxo digital ainda em 2026.
Redução de inspeções em áreas energizadas
O uso dos modelos digitais deve gerar economia entre R$ 200 mil e R$ 1 milhão por empreendimento, conforme o porte do ativo.
De acordo com a AXIA, esse ganho ocorre pela redução de visitas a campo em subestações em operação. Além disso, a plataforma já reduziu em 25% as inspeções técnicas em áreas energizadas.
Portanto, o projeto combina eficiência operacional e ganho direto de segurança para equipes de campo.
O EletroBIM também entrega 100% de aderência ao cronograma em cada etapa, segundo a companhia. Já o tempo de desenvolvimento de projetos executivos teve ganhos de 30% a 50%.
A compatibilização antecipada em ambiente BIM permite reduzir retrabalho. Além disso, antecipa problemas de interferência, acessibilidade e montagem ainda na fase de projeto.
Engenharia digital e governança da informação
Para Luciana Martins, diretora de Desenvolvimento de Pipeline e Engenharia da AXIA Energia, o EletroBIM reforça a atuação da empresa em engenharia digital, automação e inovação tecnológica.
Segundo a executiva, o projeto comprova a viabilidade e a escalabilidade de modelos digitais 3D GeoBIM e Digital Twin.
Ainda de acordo com Luciana, o retorno aparece em eficiência, automação e qualidade dos processos de engenharia. Também envolve otimização da gestão de obras, ativos e governança das informações.
Em abril de 2026, a AXIA Energia recebeu reconhecimento por inovação e eficiência em infraestrutura no Brasil. A premiação ocorreu na categoria Energia, durante a 7ª edição do Prêmio Inovainfra 2026, da revista O Empreiteiro, em São Paulo.
Base digital para operação e manutenção
O EletroBIM integra captura da realidade em campo, modelagem BIM paramétrica georreferenciada e padronização de requisitos técnicos.
Além disso, usa um Ambiente Comum de Dados, conhecido como CDE. Assim, a empresa cria uma base digital única para engenharia, operação e manutenção.
A tecnologia reproduz a planta da subestação e cria seu gêmeo digital. Dessa forma, as equipes podem percorrer o empreendimento virtualmente.
O modelo também permite identificar pontos de atenção e acessar informações técnicas, regulatórias, operacionais e de localização dos ativos.
Compras, manutenção e próximos passos
Outro impacto está na otimização de compras para obras. Segundo a AXIA, as listas de materiais extraídas dos modelos GeoBIM alcançam 100% de assertividade quantitativa.
Com isso, a companhia busca reduzir perdas e desperdícios na implantação dos empreendimentos.
As equipes de operação também passam a acessar TAGs, dados técnicos e histórico de intervenções em uma base estruturada.
Consequentemente, a manutenção pode antecipar falhas potenciais, planejar melhor intervenções e reduzir paradas não programadas.
Nos próximos ciclos, a AXIA prevê expandir o EletroBIM para outros ativos do portfólio. Entre eles estão usinas hidrelétricas, parques eólicos e linhas de transmissão.
Integradas a sistemas digitais e práticas de automação, essas frentes devem formar a base do futuro Centro de Engenharia Digital da companhia.















