Bolsonaro antecipa em dez anos meta de neutralidade de emissões de CO2

O presidente brasileiro destacou ainda o objetivo de eliminar o desmatamento ilegal até 2030

Na última quinta-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro anunciou, na Cúpula de Líderes sobre o Clima (evento virtual organizado por Joe Biden, presidente dos EUA), a antecipação em dez anos da meta de neutralidade de emissões de gases do efeito estufa do país, para 2050. Ele disse também ser fundamental contar com o apoio de outros países no desenvolvimento sustentável da Amazônia e defendeu a “justa remuneração” ao Brasil pela contribuição em emissões evitadas, por meio da geração de energia e manejo de resíduos.

“Determinei que nossa neutralidade climática seja alcançada até 2050, antecipando em dez anos a sinalização anterior”, disse Bolsonaro em seu discurso.

O presidente brasileiro destacou ainda o objetivo de eliminar o desmatamento ilegal até 2030. “Com isso, reduziremos em quase 50% nossas emissões até essa data. Há que se reconhecer que será uma tarefa complexa”, disse ele, acrescentando que o país dobrará os recursos destinados à fiscalização, apesar das limitações orçamentárias do governo mas não disse qual será o valor desse investimento.

Em meio ao questionamento de outros líderes globais e instituições com relação ao combate do governo brasileiro ao desmatamento na Amazônia, Bolsonaro iniciou sua fala destacando que o país está na “vanguarda do enfrentamento ao aquecimento global”.

“Ao discutirmos mudanças no clima, não podemos esquecer a causa maior do problema: a queima de combustíveis fósseis dos últimos dois séculos. O Brasil participou com menos de 1% das emissões históricas de gases de efeito estufa, mesmo sendo uma das maiores economias do mundo. No presente, respondemos por menos de 3% das emissões globais anuais”, afirmou Bolsonaro.

O presidente ressaltou ainda que o país possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e acrescentou que o Brasil conserva 84% de seu bioma amazônico e 12% da água doce do planeta. “Como resultado, somente nos últimos 15 anos, evitamos a emissão de mais de 7,8 bilhões de toneladas de carbono na atmosfera”.

Ele reiterou ainda a nova contribuição nacionalmente determinada (NDC) ao Acordo de Paris, feita no fim do ano passado, de reduzir em 37% as emissões de gases de efeito estufa em 2025 e de 40% até 2030.

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