Brasil apresenta turbina a etanol para gerar energia

Protótipo nacional tem capacidade de 1 MW e amplia as possibilidades do etanol na geração de energia elétrica.

O Brasil apresentou a primeira turbina a gás movida a etanol desenvolvida no país para geração de energia elétrica. A tecnologia tem capacidade de 1 MW, suficiente para abastecer cerca de 3,6 mil residências, segundo o Governo Federal.

A apresentação ocorreu no Campus do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos (SP), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informou o Governo Federal.

Primeira turbina a etanol do Brasil avança no setor elétrico

O projeto adapta a plataforma TR5000, da Aero Concepts, para operar com etanol em aplicações voltadas à geração de energia elétrica, informou a empresa.

Além disso, a Aero Concepts desenvolveu a tecnologia em parceria com o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), a FW Soluções Industriais e a GA Automation.

O protótipo, denominado UGEE1000BR, foi integrado a um contêiner transportável, o que facilita sua mobilidade e utilização em diferentes locais, segundo os responsáveis pelo projeto.

“O Brasil passa a ser o sexto país do mundo a produzir uma turbina. E não é uma turbina qualquer, mas uma movida a etanol”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que a inovação amplia as aplicações do etanol na matriz energética brasileira.

“O etanol não só no biocombustível, mas também gerando energia elétrica, abrindo uma nova matriz energética”, declarou Alckmin.

Turbina a etanol amplia aplicações da energia

De acordo com o Governo Federal, o projeto concebeu a turbina para atender operações em localidades remotas, situações de emergência e cenários que exijam uma fonte confiável de energia.

Além disso, o sistema utiliza dois contêineres. Um abriga os componentes mecânicos e outro reúne os equipamentos elétricos, informou o Comando da Força Aérea Brasileira (FAB).

O funcionamento é semelhante ao de um motor aeronáutico. Entretanto, em vez de gerar empuxo, a queima do etanol aciona uma turbina conectada a um gerador elétrico nacional, segundo a FAB.

Por fim, a próxima etapa do projeto prevê a conexão do protótipo a uma usina sucroenergética, com o objetivo de validar a tecnologia em operação real, informou o Governo Federal.

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