ONS registrou queda expressiva da demanda durante a partida contra o Haiti e monitorou a retomada do consumo ao longo da noite.
O consumo de energia elétrica durante a partida entre Brasil e Haiti, realizada na noite de 19 de junho pela Copa do Mundo, ficou até 9,6% abaixo do registrado em uma sexta-feira típica. Os dados foram divulgados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que mantém uma operação especial para acompanhar os impactos dos jogos da seleção brasileira sobre a demanda de eletricidade.
Segundo o operador, a partir das 20h30, a carga do sistema apresentou redução de aproximadamente 6.700 megawatts (MW), volume equivalente ao consumo médio do estado do Rio de Janeiro.
Além disso, durante o primeiro tempo da partida, o consumo continuou em queda e chegou a ficar cerca de 7.500 MW abaixo do padrão normalmente observado para o horário.
Oscilações durante a partida
De acordo com o ONS, a redução da carga acompanhou o comportamento histórico registrado em jogos da seleção brasileira. Entretanto, a intensidade da queda superou a observada em um dia comum.
No intervalo da partida, os torcedores retomaram temporariamente atividades domésticas, provocando aumento de 2.279 MW na carga em apenas nove minutos. O avanço correspondeu a aproximadamente 3% do consumo registrado naquele momento.
Posteriormente, o consumo voltou a recuar durante o segundo tempo do jogo.
Consumo de energia cresce após o apito final
Após o encerramento da partida, o sistema registrou uma nova elevação da demanda. Segundo o ONS, a carga aumentou 2.420 MW em apenas 17 minutos após o apito final. O crescimento representou cerca de 3,3% do consumo do período e equivale à carga média do estado do Maranhão.
Ainda conforme o levantamento, por volta da meia-noite do dia 20, o consumo retornou ao comportamento típico observado em uma madrugada de sábado.
ONS destaca estabilidade do sistema elétrico
Em nota, o ONS informou que conduziu a operação de forma coordenada para administrar as variações de demanda durante o evento.
Segundo a instituição, as medidas adotadas garantiram a estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) ao longo de toda a partida.
“Cada partida exige uma atuação diferenciada, por conta dos dias e horários dos jogos”, afirmou Marcio Rea, diretor-geral do ONS.
Além disso, o executivo destacou que o operador continuará monitorando os próximos jogos da competição.
“Seguiremos adotando todas as medidas necessárias para garantir uma operação segura ao longo de toda a competição”, acrescentou.
















