30 empresas assinam documento com metas climáticas que podem gerar US$ 17 bilhões ao Brasil

Ao adotar um modelo de economia circular, de baixo carbono e inclusiva, o Brasil poderá ter ganhos contundentes gerados a partir de negócios com base na natureza até 2030

O Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) divulgou, com a assinatura de CEO´s de cerca de 30 empresas (veja lista completa abaixo), o posicionamento “Neutralidade Climática: Uma grande oportunidade”, que reitera que uma meta mais ambiciosa de neutralidade climática para 2050 trará ganhos ao Brasil em diversos segmentos: economia, com a geração de empregos verdes e investimentos crescentes em soluções de baixo carbono; comerciais, com poder de negociação mais sólido frente a seus principais competidores; ambientais, com incentivo à redução dos gases de efeito estufa (GEE); e reputacionais.

Seguir em direção à retomada verde é a única maneira adequada de sermos competitivos, segundo a presidente do CEBDS, Marina Grossi. “Economicamente falando, o CEBDS crê que um total de até US$ 17 bilhões possam ser gerados no País a partir de negócios com base na natureza até 2030. O setor já está engajado, buscando as escolhas certas agora e direcionando os investimentos para enfrentamento e recuperação da economia brasileira em um modelo de economia circular, de baixo carbono e inclusiva, em que os benefícios entre produzir e preservar são claros e representam ganhos para o Brasil”, afirma a presidente do Conselho.

O CEBDS tem contribuído com o setor empresarial brasileiro em relação à urgência para mitigar riscos decorrentes das mudanças climáticas. “São muitos desafios, mas estamos convictos que metas mais ambiciosas trarão mais oportunidades para o desenvolvimento de negócios, resultando em mais investimentos, de recolhimento de tributos e de geração de renda ao setor privado, à sociedade brasileira e, consequentemente, ao País. O setor empresarial brasileiro entende ter papel fundamental na superação de tais desafios e que o caminho passa pelo diálogo transparente e direto entre governo, empresas e sociedade civil, que são cruciais para os avanços necessários”, reitera a presidente do CEBDS, Marina Grossi.

 

Entenda o cenário: o Acordo de Paris e a NDC brasileira

Com o único objetivo de reduzir o aquecimento global, o Acordo de Paris é um tratado mundial que foi negociado durante a COP21, em Paris, e foi aprovado em 12 de dezembro de 2015. Entrou em vigor oficialmente no dia 4 de novembro de 2016, tempo recorde para um acordo climático dessa envergadura. Suas medidas e metas passaram a valer para todos os 195 países signatários do Acordo a partir de 2020.

Faltando pouco tempo para a COP-26, prevista para acontecer em novembro, em Glasgow, o Brasil, que possui 20% da biodiversidade mundial, precisa assumir o papel de protagonista na agenda climática. Os oceanos e a atmosfera esquentam mais ano a ano por causa das massivas emissões de gases. Os maiores vilões nessa história são a queima dos combustíveis fósseis e o desmatamento das florestas (responsáveis por renovar o oxigênio).

Em 2015, o Brasil ratificou o Acordo de Paris para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. Esse compromisso é fundamental para obtenção de resultados concretos rumo à economia de baixo carbono. No Brasil, as principais metas da NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada, na sigla em inglês), é conseguir reduzir as emissões de gás carbônico em 37% em relação às emissões de 2005. A data limite para isso é 2025, com indicativo de reduzir 43% das emissões até 2030

“Estamos em um ano decisivo para a questão climática, comparável ao que foi em 2015 em relação ao Acordo de Paris. O Brasil – tanto no Leaders Summit on Climate, com o presidente Biden, nos dias 22 e 23 de abril, quanto em Glasgow, em novembro – tem grande oportunidade para consolidar seu protagonismo nessa agenda e atrair capital internacional, protegendo sua floresta e gerando valor com a biodiversidade que temos.” “As signatárias sabem que as empresas brasileiras têm uma oportunidade inigualável nessa agenda, onde há um novo padrão de mercado com a demanda para produtos e serviços de baixo carbono e inclusivo, atendendo aos critérios ESG”, completa a presidente do CEBDS.

Empresas participantes

Bayer, Braskem, Bradesco, BRF, CBA, DSM, Ecolab, Eneva, EQUINOR, Icare, Ipiranga, Itaú, JBS, Lojas Renner, Lwart Soluções Ambientais, Marfrig, Michelin, Microsoft Brasil, Natura, Schneider Electric, Shell, Siemens Energy, Suzano, Ticket Log, Tozzini, Vedacit, Votorantim Cimentos, Way Carbon. A iniciativa conta com apoio institucional: Amcham Brasil, ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio, CEBRI – Centro Brasileiro de Relações Internacionais, Coalizão Brasil Clima – Florestas e Agricultura e ICC – Câmara de Comércio Internacional.

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