Projeto Sumaré 3 prevê US$ 1,2 bilhão em infraestrutura e amplia a demanda por energia renovável, refrigeração líquida e conectividade
A Ascenty apresentou o Sumaré 3, novo data center de IA em Sumaré, no interior de São Paulo. O projeto foi desenvolvido para atender cargas de inteligência artificial e deve ser entregue em 18 meses, segundo a empresa.
O empreendimento terá investimento de US$ 1,2 bilhão em infraestrutura. Além disso, a empresa ocupante deve aportar outros US$ 5 bilhões em equipamentos e tecnologia, conforme informações divulgadas pelo G1. O nome da cliente não foi revelado.
Data center de IA em Sumaré terá até 180 MW
O Sumaré 3 terá 90 MW de capacidade inicial, com possibilidade de expansão para 180 MW. A informação foi divulgada pela Ascenty e reforça a escala energética exigida por operações de inteligência artificial.
Segundo Christopher Torto, CEO da Ascenty, um rack convencional opera com cerca de 8 kW. No novo projeto, cada rack deverá operar entre 60 kW e 1 MW, conforme declaração ao G1.
Essa diferença muda a estrutura técnica do empreendimento. Por isso, a unidade usará resfriamento líquido, em vez de sistemas tradicionais baseados em ar.
A tecnologia usa fluidos para retirar calor dos servidores. Assim, ela responde à maior densidade de equipamentos usados em aplicações de IA.
Energia renovável no data center de IA
A Ascenty afirma que o data center de IA em Sumaré foi projetado para operar com 100% de energia renovável. Torto também declarou ao G1 que toda a energia usada pela companhia vem de autoprodução.
Além disso, a empresa informa que o sistema de refrigeração funcionará em circuito fechado. Nesse modelo, a água permanece circulando dentro da operação.
Marcos Siqueira, CRO e chefe de estratégia da Ascenty, disse ao G1 que a água inserida no início seguirá em uso durante a vida útil do data center. Segundo a companhia, o consumo de água em 2025 foi equivalente ao de nove casas com quatro moradores em um ano.
Sumaré concentra infraestrutura para IA
A escolha por Sumaré considera oferta de energia, rede de fibra óptica e proximidade com São Paulo, segundo executivos da Ascenty. Esses fatores colocam a região de Campinas no centro da expansão da empresa.
O Sumaré 3 faz parte de um plano mais amplo no estado. A iniciativa inclui outros três data centers, que somam 150 MW de capacidade, conforme dados da companhia.
Segundo Torto, a Ascenty ampliará, em três meses, cerca de 40% de tudo o que construiu nos últimos 15 anos. A declaração indica o ritmo de expansão da infraestrutura voltada à inteligência artificial.
Investimento em data center pode chegar a R$ 30 bi
A Ascenty é uma joint venture entre a Digital Realty e a Brookfield Infrastructure. Essa estrutura sustenta parte do plano de expansão da companhia no Brasil.
Segundo a Folha de S.Paulo, a Ascenty deve investir US$ 1,2 bilhão, cerca de R$ 6 bilhões, no projeto. Ainda de acordo com a publicação, os clientes do futuro data center devem aplicar mais R$ 24 bilhões em supercomputadores.
Com isso, o investimento associado ao empreendimento pode chegar a R$ 30 bilhões. O valor considera infraestrutura física, equipamentos e capacidade computacional.
Data center de IA pressiona planejamento energético
O projeto em Sumaré mostra como a expansão da inteligência artificial amplia a demanda por infraestrutura elétrica. Além disso, aumenta a relevância de refrigeração, conectividade e eficiência no uso de recursos.
Para o setor de energia, empreendimentos desse tipo adicionam uma nova frente de planejamento. Data centers de IA demandam potência disponível, fornecimento contínuo e soluções térmicas de maior desempenho.
Portanto, o Sumaré 3 não representa apenas expansão digital. O projeto também cria uma carga relevante para o sistema energético regional e para a infraestrutura paulista.















