Novos valores terão impactos diferentes para consumidores residenciais e de alta tensão.
A Cemig terá reajuste tarifário médio de 6,5% nas contas de energia, após aprovação da Aneel nesta terça-feira, 26 de maio.
Segundo a agência reguladora, os novos valores passam a valer a partir desta quinta-feira, 28 de maio, para aproximadamente 9,8 milhões de unidades consumidoras atendidas pela companhia.
O impacto será diferente entre os perfis de consumo. Para consumidores de alta tensão, o reajuste médio será de 9,43%. Já para clientes residenciais B1, o índice aprovado ficou em 5,21%, conforme dados da Aneel.
Reajuste tarifário da Cemig sofre impacto de encargos
De acordo com a Aneel, o reajuste foi influenciado pela atualização dos custos da distribuidora, encargos setoriais e compensações financeiras previstas para os próximos meses.
Os custos relacionados à chamada Parcela A contribuíram com impacto de 0,68% no reajuste médio. Já a Parcela B adicionou 1,4%, refletindo a inflação medida pelo IGP-M, segundo a agência.
Além disso, os encargos setoriais tiveram impacto adicional de 0,53% sobre a tarifa final. Entre os fatores de maior peso está a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) Uso, que registrou aumento de 19,4% e adicionou 2,97% ao reajuste médio, conforme informações da Aneel.
Por outro lado, a extinção da CDE geração distribuída reduziu o efeito médio em 1,98%.
Consumidores da Sudene terão redução na tarifa
A Aneel também informou que consumidores localizados em municípios atendidos pela área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) terão impacto menor nas tarifas.
Segundo a agência, cerca de R$ 73 milhões serão destinados para reduzir o efeito médio aos consumidores de baixa tensão dessas regiões. Com isso, o reajuste médio para esses clientes ficará em 4,51%, abaixo dos 5,21% inicialmente sinalizados.
A redução ocorrerá por meio da aplicação posterior de um fator redutor, conforme previsto pela Lei nº 15.235/2025.
Conta de luz segue pressionada no setor elétrico
Além da inflação, o setor elétrico continua enfrentando pressão relacionada aos encargos regulatórios e aos custos de operação do sistema.
Nesse cenário, reajustes tarifários seguem sendo acompanhados de perto por consumidores, empresas e agentes do mercado de energia.















