Tecnologias para ampliar a capacidade de transmissão sem novas linhas começam a ganhar relevância diante da expansão da demanda energética no Brasil.
A repotencialização de linhas de transmissão começou a ganhar espaço no debate do setor elétrico brasileiro diante do avanço da demanda energética e da pressão sobre a infraestrutura existente.
Dessa forma, mercados como os Estados Unidos já ampliaram o uso de tecnologias capazes de aumentar a transmissão sem construir novas linhas.
O tema será discutido durante o Seminário Internacional de Transmissão de Energia Elétrica (Sintre) 2026, realizado em Brasília pelo Instituto Abrate.
Repotencialização amplia capacidade de transmissão
A estratégia utiliza cabos avançados para elevar a capacidade operacional das linhas já existentes. Além disso, a tecnologia reduz prazos e limitações associados à construção de novas estruturas de transmissão.
O estudo “Advanced Conductors Accelerate the Future of Transmission”, realizado pelo Idaho National Laboratory, aponta que cerca de 95% das utilities norte-americanas já adotaram ou avaliam tecnologias avançadas de condutores.
O levantamento relaciona esse movimento ao crescimento dos data centers, da eletrificação industrial e da integração de fontes renováveis.
Em um dos casos analisados pelo estudo, a substituição de cabos convencionais por modelos ACSS/TW gerou economia operacional anual estimada em US$ 440 mil.
Cabos ACSS avançam no setor elétrico
Entre as tecnologias utilizadas no processo de repotencialização estão os cabos HTLS, incluindo modelos ACSS.
Segundo especialistas do setor, esses condutores operam em temperaturas mais elevadas sem comprometer desempenho ou segurança operacional.
Dessa forma, as concessionárias conseguem ampliar a capacidade de transmissão mantendo a estrutura original das linhas.
O tema também será destaque em palestra sobre experiências internacionais no uso de cabos ACSS durante o Sintre 2026, conforme informações da Belgo Arames.
Setor elétrico busca alternativas para expansão
O avanço da geração renovável e o aumento da carga energética ampliaram a pressão sobre o sistema elétrico brasileiro.
Além disso, novos projetos industriais e a expansão do consumo em regiões estratégicas aumentaram a necessidade de modernização da infraestrutura.
A construção de novas linhas nem sempre representa a solução mais rápida para atender a demanda. Atualmente, projetos de transmissão podem levar mais de cinco anos entre licenciamento, aprovação e entrada em operação.
Nesse cenário, a repotencialização tende a ganhar relevância como alternativa para ampliar a capacidade do sistema elétrico nos próximos anos.















