Empresários do agronegócio economizam até 90% com energia após instalação de sistemas fotovoltaicos

Demanda nacional por energia solar tem crescido nos últimos anos e já movimentou R$ 31 bi desde 2012

 

O mercado de energia solar tem crescido exponencialmente nos últimos anos. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o Brasil já ultrapassou a marca de 6 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica em usinas de grande porte e pequenos e médios sistemas instalados em telhados, fachadas e terrenos. Desde 2012, o segmento já movimentou R$ 31 bilhões em novos investimentos privados no Brasil, tendo gerado mais de 180 mil empregos acumulados. Neste cenário, o agronegócio tem ganhado força, com instalações de sistemas de geração de energia fotovoltaica para reduzir custos e ampliar a eficiência energética em propriedades rurais de todo o país.

Para Teodorico Domingos Marcon, que reside no município de Xavantina, em Santa Catarina, o sistema de geração de energia solar representou uma economia de 75% em custos com energia. O empresário, que tem 140 hectares de terra para a criação dos bubalinos e pequenas plantações de feijão, milho e sorgo para pastagem, conta que a energia solar mantém a ordenha das búfalas. Contratado pela Engetrom de Xaxim, credenciada da Renovigi — empresa líder na fabricação de sistemas fotovoltaicos no Brasil –, o sistema conta com 14 módulos e potência para geração de até 500 kWh, instalados no telhado do galpão para potencializar a capacitação da energia solar. O investimento inicial foi R$ R$ 17 mil.

O agricultor Amaray da Silva, proprietário da Chácara Três Irmãs, em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso, também apostou na energia solar para reduzir custos com agricultura familiar. “Nossa conta de luz estava vindo muito alta, especialmente nas épocas em que precisava irrigar a plantação. Ouvi falar sobre as vantagens e que poderia ter no meu negócio mesmo sendo pequeno, então quis saber mais. Participei de uma reunião na cidade e no mesmo dia solicite uma proposta”, conta. A produção, que chega a cerca de quatro toneladas de alimentos por mês, conta com o cultivo de verduras e hortaliças, limão, maracujá, pimenta de cheiro, jiló e pimentão verde nos quatro hectares de terra. A distribuição é parcelada e contempla vendedores ambulantes, supermercados, a Cooperativa Cooperriso e escolas cadastradas no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que recebem produtos da agricultura familiar.

Para instalação do sistema solar, Amaray solicitou orçamento para a Vento Minuano Energias Renováveis, empresa credenciada à Renovigi no Mato Grosso. O agricultor viabilizou a aquisição com financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Governo Federal, subsídio que objetiva o fortalecimento de atividades e serviços relacionados à pecuária. “Além da economia na conta de luz, consigo pagar o financiamento que ainda me possibilita um ano de carência. Estou há dois com o sistema e muito satisfeito, já dei bastante conselho para as pessoas. Esse negócio de energia solar faz jus à economia, é bom e viável”, comenta. De acordo com o proprietário da Vento Minuano, Vagner Marcos Rhoden, após análise e elaboração de projeto, foram instalados 40 módulos com estruturas de fixação para o solo. O investimento inicial foi de R$ 60 mil e a geração mensal é de 1600KWh, representando uma economia de R$1.100. O valor da conta de energia que antes chegava em torno de R$1.300 diminuiu para taxa mínima de R$ 60.

Antônio Federico, diretor comercial da Renovigi, explica que os sistemas de energia solar estão mais acessíveis aos pequenos produtores e podem representar uma economia significativa no custo com energia. “É importante frisarmos que o investimento inicial não é tão alto quanto se imagina. Além disso, a compensação é significativa, pois o custo com energia pode diminuir em até 90%. As fontes renováveis, especialmente a solar, estão adquirindo papel estratégico em pequenas negócios e são uma solução acessível em termos financeiros, uma vez que a aquisição de um sistema pode ser efetuada de diferentes formas como, por exemplo, através de financiamento”, afirma. “Outro aspecto importante a ser considerado é que a energia solar é limpa e infinitamente renovável, não representando impacto ao meio ambiente”, completa.

A Renovigi tem investido em inovação e sustentabilidade para popularizar o acesso à energia solar por consumidores da classe C em todo o país. Fundada em 2012, em Chapecó, Santa Catarina, a companhia conta com soluções inovadoras em painéis, inversores e acessórios voltados à geração e armazenamento da energia produzida pelo sol. Criada por um grupo de empresários com atuação em diferentes segmentos e investimento de aproximadamente R$ 1,5 milhão, a empresa vem crescendo mais de 100% ao ano nos últimos três anos e prevê faturar R$ 750 milhões em 2020. Já para 2021, a estimativa é atingir receita de R$ 1,5 bilhão, com a meta de chegar em R$ 5 bilhões anuais até 2025. Atualmente, a empresa conta com oito sócios, além de um corpo gestor, que atua para buscar soluções e parcerias para o crescimento contínuo das operações. A empresa oferece soluções em energia solar tanto para o agronegócio quanto para residências, pequenos e médios comércios e empresas de todos os nichos.

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