ENGIE Brasil Energia assina contrato de venda da Usina Termelétrica Pampa Sul para Starboard e Perfin

O ativo tem capacidade instalada de 345 MW e a geração fortalece o Sistema Interligado Nacional (SIN)

A ENGIE Brasil Energia (EGIE3), após aprovação do Conselho de Administração da Companhia, assinou o contrato de venda da Usina Termelétrica Pampa Sul, localizada no município de Candiota (RS), para os fundos de investimento em participações Grafito e Perfin Space X, geridos pelas empresas Starboard e Perfin, respectivamente.

O ativo tem capacidade instalada de 345 MW e a geração fortalece o Sistema Interligado Nacional (SIN).

O valor total da transação será de aproximadamente R$ 2,2 bilhões, dividido entre o preço da venda, no montante de até R$ 450 milhões, e da assunção do endividamento pelos compradores, no valor aproximado de R$ 1,8 bilhão.

O processo de negociação foi assessorado pela Morgan Stanley, pela perspectiva financeira, além de Stocche Forbes, Mattos Filho e Campos Mello em aspectos legais.

O fechamento da operação de venda está sujeito ao cumprimento de determinadas condições previstas no contrato.

A Usina Termelétrica Pampa Sul é o último ativo a carvão remanescente no portfólio da ENGIE Brasil Energia e a venda está alinhada à meta do Grupo ENGIE de liderar a transição energética para uma economia neutra em carbono.

“A ENGIE Brasil Energia caminha para se tornar 100% renovável, um objetivo que vem sendo perseguido há pelo menos seis anos, quando decidimos acelerar a saída das operações a carvão no país em linha com a diretriz global do Grupo ENGIE, direcionando esforços e investimentos aos empreendimentos de geração eólica e solar, além de infraestrutura de transmissão. Após o fechamento da operação de venda da Usina Termelétrica Pampa Sul, avançaremos em nossa estratégia, nos consolidando como a maior empresa de energia limpa do setor elétrico brasileiro, totalizando 8.096,0 MW de capacidade instalada própria proveniente de fontes renováveis”, declarou Eduardo Sattamini, Diretor-Presidente da Companhia.

A partir de 2013, a ENGIE descomissionou duas usinas, Alegrete e Charqueadas, ambas no Rio Grande do Sul, e, no ano passado, registrou a venda do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina.

“Esses movimentos foram acompanhados de massivos investimentos em energia eólica e solar, além de infraestrutura de transmissão, que são os nossos vetores de crescimento para contribuir com uma matriz cada vez mais renovável para o país”, destaca Sattamini.

Planos futuros dos compradores para a UTE Pampa Sul

As empresas Starboard e Perfin são gestores de fundos de investimento em participações independentes, especializados em renda variável, ativos de infraestrutura e em situações especiais, e continuarão contando com a experiência das equipes de administração e operação da usina.

Os compradores também estão comprometidos com uma estratégia ESG de longo prazo.

“A Usina Termelétrica Pampa Sul nos traz a possibilidade de atuar em uma transição energética de forma sustentável e responsável, onde equilibramos todas as bases do ESG. Criamos frentes importantes para cumprimento de diretrizes de investimento em tecnologias que possibilitem aumento da eficiência da planta, bem como a busca pelo descomissionamento antecipado sem prejuízo aos stakeholders envolvidos”, declarou Marcus Bitencourt, Diretor da Starboard.

“Essas frentes serão amparadas por experientes profissionais no setor, com uma visão de longo prazo, em linha com nossas boas práticas de governança. Serão investidos cerca de R$ 150 milhões na Usina Termelétrica Pampa Sul com o objetivo de alcançar uma redução das emissões de carbono em até 5% (75.000 mil toneladas de CO2 equivalente/ano). As Companhias também irão destinar parte significativa de sua verba de P&D para o desenvolvimento de pesquisas sobre tecnologia de captura e armazenamento de carbono”, explicou Ralph Rosenberg, CIO da Perfin.

“Além disso, um dos diferenciais dessa transação é nosso compromisso com o descomissionamento da planta antes do fim da outorga. Esta será a primeira vez que uma usina terá seu fim antecipado por exigência de parceiro financeiro e planejamento do controlador, visando à redução das emissões”, destacou Rosenberg.

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