Governo libera uso de térmicas em função da crise hídrica

Durante seis meses, as térmicas poderão serem usadas mesmo que os programas não sinalizem necessidade

Nesta segunda-feira (07/06), o Governo publicou a medida que autoriza o acionamento de usinas termelétricas sem contrato por um período de até seis meses, que ainda poderá ser prorrogado.

Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), a decisão foi tomada em decorrência da seca histórica que tem pressionado o nível dos reservatórios das hidrelétricas, principal fonte de geração no Brasil, e levantado preocupações sobre a oferta de energia.

A medida permitirá que térmicas que não possuem contratos vigentes para venda de sua produção incluam custos fixos na receita a que têm direito a receber quando são chamadas a operar, o chamado Custo Variável Unitário (CVU).

A ação das usinas poderá ocorrer de forma “ininterrupta” durante esses seis meses que a medida propõe e, ainda, com chance de prorrogação do prazo. Essas termelétricas ainda poderão ser acionadas mesmo que os programas computacionais utilizados para guiar a operação do sistema elétrico não sinalizem sua necessidade.

A Full Energy publicou o artigo do professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Adílson de Oliveira, o qual explica que o Brasil está em contagem regressiva para um apagão, justamente pela crise das hidrelétricas.

O sistema elétrico brasileiro tem sido pressionado por falta de chuvas na área das usinas hídricas há muitos anos. A situação tem exigido acionamento de usinas termelétricas para atendimento à demanda desde outubro passado, o que pressiona as tarifas devido aos custos mais altos.

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), liderado pelo ministro de Minas e Energia e formado também por técnicos, tem defendido nas últimas semanas que uma flexibilização nas condições de operação de algumas hidrelétricas permitirá atender à demanda em 2021 apesar do cenário desafiador.

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