Heineken investe R$ 460 milhões em bioenergia em SP

Parceria com a Veolia prevê biometano e biomassa para reduzir emissões na cervejaria de Jacareí

O Grupo Heineken investirá até R$ 460 milhões em um projeto de bioenergia para a cervejaria de Jacareí, no interior de São Paulo.

O investimento ocorrerá por meio de uma parceria com a Veolia. A iniciativa prevê fornecimento de biometano e biomassa certificados para a unidade.

Segundo as empresas, o modelo permitirá substituir parte das fontes utilizadas na geração térmica da fábrica. A mudança amplia o uso de fontes renováveis na operação industrial.

Além disso, o projeto representa uma nova etapa da estratégia de descarbonização da Heineken. A iniciativa alcança diretamente as caldeiras utilizadas no processo produtivo.

Bioenergia reduz emissões da operação industrial

A expectativa é reduzir em mais de 97,5% as emissões associadas à geração térmica da unidade até 2030. A projeção considera o cenário atual da cervejaria.

De acordo com a Heineken, a iniciativa poderá evitar aproximadamente 67 mil toneladas de emissões até 2030. O volume equivale ao consumo anual de energia de cerca de 740 mil residências.

Assim, o projeto combina a redução de emissões com a necessidade de manter o funcionamento contínuo de uma operação industrial de grande porte.

A nova infraestrutura terá capacidade projetada para fornecer 110 mil toneladas de vapor por ano. O insumo será utilizado diretamente no processo produtivo da cervejaria.

Veolia será responsável pela infraestrutura

A Veolia ficará responsável pela engenharia, construção, operação e manutenção da infraestrutura destinada às caldeiras da unidade.

O projeto já começou e deverá entrar em operação gradualmente. Segundo as empresas, a estrutura deve alcançar funcionamento pleno em 2027.

Além disso, o acordo prevê fornecimento de combustível até 2037. Nesse período, os investimentos poderão alcançar R$ 460 milhões.

A iniciativa mostra como a substituição de combustíveis convencionais pode avançar em processos industriais que dependem de geração térmica contínua.

Nesse contexto, o uso combinado de biometano e biomassa amplia as alternativas para empresas que buscam reduzir emissões sem comprometer a operação.

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