O futuro da energia solar já é realidade

Setor está com resultados crescentes e é uma alternativa para um mundo com menos CO2

O futuro da energia solar já é realidade

O setor de energia solar no Brasil vem ganhando cada vez mais espaço na matriz energética brasileira. Isso porquê, a energia solar é uma fonte altamente renovável e de baixo custo.

Carlos Evangelista, presidente da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), explica que a energia solar proporciona vantagens ao meio ambiente por ser uma fonte limpa, não emitir CO2 ou outros gases poluentes e, portanto, colaborar para que o Brasil cumpra as metas estabelecidas no Acordo de Paris. Ela ainda possui uma fonte – teoricamente – inesgotável, o sol.

“Além disso, quando gerada de forma distribuída, ou seja, descentralizada, traz ainda benefícios sistêmicos; ela é gerada em localidade próxima ou junto ao local do consumo, o que se traduz em eficiência energética, além de evitar perdas e desperdícios no transporte de energia. Soma-se a isso o fato de que o consumidor gerando seu próprio insumo com painéis fotovoltaicos colabora para não sobrecarregar o sistema em momentos de hidrologia desfavorável”, afirma Evangelista.

O Brasil possui uma enorme vantagem em usar essa energia por estar localizado próximo à Linha do Equador, uma região de alta incidência solar. Outros fatores contribuíram para a maior utilização de energia fotovoltaica no Brasil, como, por exemplo, a crise hídrica que encareceu o preço da energia. Os incentivos governamentais, como as linhas de financiamento de energia solar com prazos de pagamentos prolongados e juros mais baixos também ajudaram no crescimento do setor.

O analista de pesquisa energética, Gabriel Konzen, e o consultor técnico, Luciano Basto, ambos da DEA /SEE (Diretoria de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais da EPE – Empresa de Pesquisa Energética), acreditam que a energia solar pode ser aproveitada de formas diferentes também. Por exemplo, a geração distribuída off-grid é muito importante para levar eletricidade a locais remotos, que não possuem conexão à rede.

O aquecimento solar d´água tem grande viabilidade na substituição de chuveiros elétricos, levando economia ao consumidor e reduzindo o consumo de eletricidade em horários de ponta noturna.

Fazendas de geração fotovoltaica geram energia em grande quantidade a um baixo custo, em função do ganho de escala. Por outro lado, a geração distribuída fotovoltaica apresenta maior custo unitário, mas pode agregar valor ao sistema elétrico ao ser direcionada a locais de maior necessidade, onde a rede está carregada. “Portanto, cada aplicação tem seu valor”, finalizam.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), até 2019 foram instalados mais de 110 mil sistemas fotovoltaicos de mini e microgeração, correspondendo a R$ 4,8 bilhões e 15 mil profissionais trabalhando na área. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) aponta que o segmento atraiu mais de R$ 13 bilhões em investimentos em 2020. Outro estudo mais recente realizado também pela ABSOLAR mostra que 2021 irá seguir o caminho do ano anterior e gerará bons frutos.

A pesquisa mostra que o setor deverá gerar mais de 147 mil novos empregos aos brasileiros em 2021. Segundo a avaliação da entidade, os novos investimentos privados no setor poderão ultrapassar a cifra de R$ 22,6 bilhões em 2021, somando os segmentos de geração distribuída (sistemas em telhados e fachadas de edifícios) e centralizada (grandes usinas solares).

“Este será um ano radiante para o mercado solar fotovoltaico brasileiro. A solar é a fonte renovável mais competitiva do País e uma verdadeira alavanca para o desenvolvimento econômico, social e ambiental, com geração de emprego e renda, atração de investimentos, diversificação da matriz elétrica e benefícios sistêmicos para todos os consumidores brasileiros. O Brasil tem tudo a ganhar com a fonte e está avançando para se tornar uma grande liderança mundial neste setor, cada vez mais estratégico no mundo”, destaca o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia.

Aldo Pereira Teixeira é fundador da Aldo Solar, empresa que atua no segmento há anos, e destaca que o uso de energia solar como fonte de energia elétrica para empresas e residências ocupa a sétima posição em opções de fontes de energia no Brasil atualmente, representando 1,7% da matriz energética brasileira.

Apesar disso, o setor de energia solar no Brasil cresce exponencialmente e tem sido um dos principais catalisadores na retomada econômica do país. “Para se ter uma ideia, somente em 2020, o segmento de geração distribuída solar foi responsável pela atração de R$ 11 bilhões em investimentos ao Brasil e geração de 75 mil novos empregos e mais renda a trabalhadores espalhados por todo o território nacional, em um dos momentos mais críticos da economia do País”, lembra Teixeira.

Apesar do cenário otimista, Barbara Rubim, CEO da Bright Strategies, sinaliza que o setor ainda possui desafios pela frente.

“O maior desafio ainda enfrentado pelo setor é a falta de maior segurança e previsibilidade jurídica, que decorre da falta de um marco legal para o setor de geração própria – hoje a maior vertente de crescimento da energia solar no Brasil. É exatamente para endereçar este ponto que o setor tem trabalhado para assegurar a aprovação do referido marco. Sendo um segmento no qual os investimentos são realizados com visão de longo prazo, a sinalização e certeza de segurança jurídica é essencial para garantir a continuidade da vinda de investimentos para o país. ”

Barbara já desenvolveu mais de 280 MW em projetos, em diversos estados brasileiros. Ela explica que a Bright Strategies é uma empresa de consultoria voltada ao desenvolvimento de projetos e políticas públicas para energias renováveis. Nesse contexto, ela assessora investidores, empresas e governos, realizando representação institucional e a estruturação jurídica, regulatória e financeira de projetos.

 

Energy Day

A Energia Solar será um dos temas do Energy Day – promovido pela Revista Full Energy. O evento acontecerá entre os dias 24 e 28 de maio (de segunda à sexta-feira) das 10h às 12h.

Uma das mesas-redondas terá como debate “Solar, Eólica e PCHs: tendências e oportunidades para as energias renováveis no país” e vai contar com importantes nomes do setor, como Paulo Arbex (professor de Máquinas e Mecanização Agrícola da Unesp, Botucatu).

 

Mais Informações

Energy Day

Data: de 24 a 28 de maio de 2021, das 10h às 12h todos os dias.

Evento: 100% digital

Inscrição gratuita: https://fullenergy.grupomidia.com/credenciamento-gratuito-29-maio-dia-mundial-da-energia/

Contato: (16) 3913-9800 ou eventos@grupomidia.com

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