“O que está faltando é um planejamento estratégico isento de interesses políticos”, diz Larissa Dantas, da Potigás

A diretora presidente da Potigás participou de uma entrevista por vídeo exclusiva para Full Energy

Recentemente, um poço que produziu 275 milhões de metros cúbicos de gás natural em dez anos – mas não recolheu participações que beneficiariam a União – foi descoberto no Rio de Janeiro pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O funcionamento da plataforma P-40, da Petrobras, no campo de Marlim Sul (Bacia de Campos) pode ter causado perdas na ordem de R$ 50 milhões nos três níveis do Executivo segundo a Comissão Parlamentar de Inquérito dos Royalties (CPI).

O gás natural é um recurso extremamente importante para o Brasil, em especial para o mercado de energia. Pensando nisso, a Full Energy procurou quem possui propriedade sobre o assunto “gás natural”. Larissa Dantas, diretora presidente da Potigás, nos recebeu com uma chamada de vídeo em seu escritório.

Entre muitas reuniões, Larissa gentilmente encontrou um horário para falar sobre o mercado de gás e suas perspectivas. Ela começou a conversa comemorando a venda das ações da Gaspetro, o que possibilitará o aquecimento do mercado.

Já em relação à crise hídrica, Larissa explica que não houve grandes mudanças ainda no setor de gás por causa da crise. No entanto, ela acredita que, na falta de hidrelétricas, o consumo de gás pode aumentar e, consequentemente, o preço dele também.

Pegando o gancho nessa problemática, perguntamos sobre as mudanças climáticas. A presidente pontua que, apesar do Brasil possuir uma das matrizes mais limpas do mundo, o Governo precisa de um planejamento melhor.

“O que está faltando é um planejamento estratégico isento de interesses políticos”, diz Larissa em relação às medidas que possam ajudar na questão das mudanças climáticas.

Nesse sentido, Larissa parabeniza a região Norte e Nordeste. Além dessas regiões serem as maiores produtoras de energia do País, daqui cinco ou dez anos, ela acredita que elas também vão abastecer a Europa.

A executiva tem importantes ressalvas em relação às energias alternativas, como hidrogênio verde e carros elétricos que estão sendo tão falados nos últimos tempos.

Ela explica que no caso do hidrogênio verde, falta investimento (tanto privado quanto público) para o recurso se tornar viável. Já os carros elétricos são uma excelente alternativa, porém são muito caros – aproximadamente R$ 200.000,00 – e, dessa maneira funcional bem em países da Europa e EUA, mas ainda não são para os brasileiros.

O gás e o biogás, nesse contexto, são opções viáveis e excelentes para o Brasil, pois possuem respostas mais rápidas. A diretora conta que, as empresas desse setor que investiram em tecnologia e inovação, dobraram o lucro.

Para finalizar o bate-papo, perguntei para Larissa se havia algo a mais pontuar e ela destacou a importância dos ajustes tributários para o setor privado. Esses ajustes poderão dar maior liberdade para o setor e aquecer o mercado de gás. Além, é claro, de favorecer o consumidor.

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