Projeto em Recife busca validar o uso do etanol na geração elétrica e ampliar alternativas renováveis para o setor energético.
O etanol deu um novo passo no setor energético brasileiro ao estrear na geração térmica de eletricidade. A Suape Energia anunciou a conclusão da implantação do primeiro motor movido a etanol dedicado à geração elétrica na UTE Suape II, em Recife (PE).
Desenvolvido em parceria com a Wärtsilä Energy, o projeto busca comprovar a viabilidade técnica e econômica do biocombustível como alternativa para a geração de energia.
Segundo as empresas, a iniciativa entra agora em fase operacional, com testes previstos ao longo dos próximos dois anos.
Etanol ganha espaço na geração elétrica
De acordo com a Suape Energia, os primeiros resultados apontam eficiência térmica entre 43% e 44%. Embora o desempenho seja ligeiramente inferior ao de motores abastecidos por diesel ou óleo combustível, a empresa destaca vantagens relacionadas ao custo do combustível e à redução de impactos ambientais.
Além disso, a tecnologia também permite o uso de biodiesel, ampliando as possibilidades de utilização de combustíveis renováveis na geração elétrica. O projeto recebeu investimento de R$ 60 milhões e possui capacidade instalada inicial de 4 MW, conforme informações da companhia.
Etanol pode ampliar participação na matriz energética
A fase atual será dedicada à validação tecnológica do modelo em ambiente operacional real. Segundo a Suape Energia, a expectativa é realizar até 4 mil horas de testes para avaliar o desempenho da solução.
Caso os resultados sejam positivos, a empresa prevê ampliar o projeto para uma planta com capacidade de até 200 MW. Nesse cenário, o etanol poderá ampliar sua participação na matriz energética brasileira, tradicionalmente associada ao setor de transportes.
Geração térmica busca novas alternativas renováveis
O projeto surgiu a partir de uma adaptação tecnológica realizada em conjunto com a Wärtsilä Energy.
Inicialmente, a Wärtsilä desenvolveu a tecnologia para operar com combustíveis como metanol e amônia.
Posteriormente, os acionistas brasileiros propuseram a utilização do etanol e incorporaram a alternativa ao projeto, segundo a companhia
Em paralelo, o avanço das discussões sobre transição energética e descarbonização tem ampliado o interesse por alternativas renováveis para geração elétrica.
Nesse contexto, iniciativas envolvendo biocombustíveis ganham relevância dentro das estratégias de diversificação da matriz energética nacional.
















