Preço médio de energia solar no Brasil cai pelo terceiro trimestre consecutivo, aponta indicador Solfácil

Dados do Radar Solfácil mostram que o preço médio do watt-pico (WP), unidade de potência criada especialmente para medição de painéis fotovoltaicos, teve queda pela 3ª vez consecutiva, atingindo menor nível histórico.

Em sua 5ª edição, o indicador criado pela Solfácil levantou dados de projetos que somam o montante de mais de 6 bilhões de reais, entre consultas e financiamentos realizados, com o objetivo de oferecer suporte aos integradores na precificação de projetos de energia solar distribuída em todo o território nacional.

Ainda segundo o indicador, o preço médio dos projetos solares no Brasil atingiu o menor valor desde o começo das apurações do Radar Solfácil, registrando R$4,39 Wp, o que significa uma queda de 3% em relação ao segundo trimestre de 2022.

“No final de 2021, com o impacto na cadeia de suprimentos causado pelo Covid 19, o mercado global enfrentou falta de componentes, o que levou a um aumento dos preços da energia solar. Porém em 2022 com a regularização dos estoques e o aumento da competitividade, num mercado com mais empresas e integradores participando de toda a cadeia, os preços começaram a cair, conforme identificado pelo nosso indicador”, explica Francisco Simon, VP de Vendas e Marketing da Solfácil

Segundo a Aneel, os estados de SP, MG, RS, BA e GO são os que mais geraram conexões no país em 2022.

Assim, os dados do Radar Solfácil mostram que São Paulo conta com a maior diferença de R$/Wp entre as mesorregiões (Campinas e Presidente Prudente), de R$/Wp 0,97.

Já a Bahia tem a menor diferença entre as mesorregiões (Sul Baiano e Extremo Oeste Baiano) de R$/Wp 0,25. No entanto, Campinas (SP) e a Região Metropolitana de Porto Alegre (RS) são as mesorregiões mais caras (R$/Wp 4,66).

Apesar da queda consecutiva, o levantamento mostrou que em alguns estados os valores dos projetos estão mais elevados, estando em alguns casos até 30% acima da média nacional.

A diferença dos preços entre eles pode chegar até R$1,21 Wp, impulsionados por Sergipe, Rio Grande do Sul e Pernambuco, que são locais historicamente mais caros.

Já sobre as marcas de inversores mais utilizadas nos projetos, a Growatt foi a mais escolhida entre quem realizou a instalação do sistema fotovoltaico nos últimos três meses, destacando-se principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Já nas regiões Sudeste e Sul, a Deye despontou pela primeira vez, com maior preferência nos projetos com as menores faixas de potência.