Segundo a Irena, fontes renováveis evitaram US$ 32 bilhões em gastos com combustíveis fósseis no Brasil em 2025.
O Brasil foi o terceiro país que mais economizou com a substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis em 2025. Segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), a economia alcançou US$ 32 bilhões no período.
Apenas China e Estados Unidos registraram valores superiores. A China liderou o ranking, com US$ 177 bilhões economizados, enquanto os Estados Unidos somaram US$ 35 bilhões, de acordo com a entidade.
Renováveis reduzem custos e fortalecem a segurança energética
No cenário global, a expansão das energias renováveis evitou US$ 480 bilhões em gastos com petróleo, gás natural e carvão durante 2025, informou a Irena.
Além disso, a agência estimou que mais de 90% da capacidade renovável em escala de utilidade pública adicionada no período apresentou custo inferior ao da alternativa fóssil mais barata.
Segundo o relatório, fontes como solar e eólica reduzem custos e também fortalecem a segurança energética, ao diminuir a dependência de combustíveis fósseis e a exposição à volatilidade dos preços internacionais.
Relatório aponta ganhos econômicos e ambientais
A Irena destacou que o avanço das fontes renováveis evitou a emissão de 8,4 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) em 2025.
Além dos benefícios ambientais, o relatório aponta que diversos países reduziram a necessidade de importar combustíveis fósseis. Indonésia, Tailândia e Filipinas, por exemplo, deixaram de gastar US$ 5,7 bilhões com carvão e gás natural, segundo a agência.
Para o diretor-geral da Irena, Francesco La Camera, a redução dos custos amplia a competitividade das energias renováveis.
“A queda nos custos da energia renovável está gerando um poderoso dividendo econômico”, afirmou.
Ademais, segundo La Camera, cada novo megawatt instalado fortalece a proteção das economias contra oscilações nos preços dos combustíveis fósseis. Para ele, os recentes conflitos internacionais reforçam a importância de ampliar a capacidade de geração renovável como estratégia de resiliência e competitividade.
















