“O Brasil é o país das oportunidades”, afirma Carlos Evangelista, presidente da ABGD

Em entrevista para a série “1 Década de Influência” para a Full Energy, Evangelista fala ainda sobre a fundação da ABGD e os impactos da Covid-19 no setor elétrico

Carlos A. F. Evangelista protagonizou importantes momentos do setor elétrico brasileiro, como a fundação, em 2015, da ABGD – Associação Brasileira de Geração Distribuída, associação que congrega mais de 900 empresas que atuam em Geração Distribuída com fontes renováveis de energia.

Relembrando sua trajetória profissional, Evangelista acredita que o maior desafio é mudar a mentalidade das pessoas. “O começo é sempre difícil, principalmente por causa da resistência do ser humano à mudança. As pessoas, naturalmente, são acostumadas a fazer determinada tarefa de um jeito e é muito difícil romper essa cultura, essa quebra de paradigma.”

Esse desafio, segundo Evangelista conta em entrevista para a série “1 Década de Influência” para a Full Energy, foi vencido durante várias etapas de sua vida profissional.

“Encontrava a resistência à mudança em várias empresas que trabalhei, inclusive na própria ABGD. Lembro que no começo as pessoas falam de energia intermitente, ou energia mais cara.”

Para o presidente da ABGD, o principal caminho para a quebra de paradigma é apostar na conscientização das pessoas acerca dos benefícios que as mudanças trarão, seja por meio da tecnologia, de um anova cultura ou gestão. E não basta convencê-las sem capacitá-las, para que elas façam parte dessa mudança”, explica Evangelista.

Há também a outra ponta do mercado que passa por essas mudanças: o consumidor.

“Deve-se acompanhar lado a lado a tecnologia de ponta e, ao mesmo tempo, apostar em uma comunicação convincente para que os consumidores rapidamente mudem e se adaptem.”

Questionado sobre os impactos e aprendizados que a Covid-19 trouxe para o setor elétrico, Evangelista afirma que “estamos diante de um setor imprevisível. Nunca poderíamos imaginar que seríamos tão afetados por uma pandemia, algo de fora do nosso setor.”

O presidente da ABGD afirma que houve uma queda acentuada da demanda, o que impactou diretamente o planejamento de muitas empresas.

“Os contratos de energia ficaram superdimensionados, as empresas de geração distribuída não podiam realizar instalações por causa do lockdown de muitas cidades.”

Mas, Evangelista diz que o impacto foi heterogêneo. “Não houve uma regra para todos. Muitos se sobressaíram diante desta crise, mas também vi muitas empresas fecharem”.

Mesmo diante de tantos desafios, o presidente da ABGD afirma acreditar no potencial do Brasil. “O Brasil é o país das oportunidades! Temos muitas vantagens e qualidades de norte a sul. Ainda vamos estar entre os cinco países do mundo.”

Até chegar à ABGD

Graduado em Engenharia e Direito, Evangelista é também pós-graduado em Comunicação de Marketing, especializado em “Política & Estratégia” e MBA em Marketing pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo.

Atua no setor de Energia há mais de 20 anos, com passagens no comando de empresas globais como Ericsson Telecomunicações, Avaya Telco., Leuze Electronic e VIS Technology, empresa especializada em projetos especiais com fontes renováveis de energia.

Em 2012, coordenou o grupo consultivo da ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Eletro-Eletrônica) no trabalho “Inserção da Energia Solar Fotovoltaica na Matriz Elétrica Brasileira”.

Confira a entrevista na íntegra:

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